Cerveja é recriada por pesquisador a partir de resíduos do Palácio Lubomirski

O arqueólogo Sławomir Dryja, da Pontifícia Universidade de João Paulo II em Cracóvia, na Polônia, foi responsável por recriar uma cerveja que era desenvolvida na Idade Média na região. O historiador utilizou sedimentos encontrados nas paredes do porão do Palácio Lubomirski de Cracóvia para a reprodução.

Segundo o pesquisador, esses sedimentos históricos eram usados para a fermentação da cerveja no passado, sendo o “ingrediente secreto” para sua produção, conforme investigado por ele em documentos antigos. Ele explica: “os locais onde coletamos sedimentos já foram cervejarias e locais usados ​​para fermentação”.


“No processo de fermentação aberta, muito utilizado até recentemente, a levedura evapora e se deposita nas paredes, onde pode hibernar por centenas de anos, por isso temos fortes motivos para suspeitar que essa levedura fosse a mesma usada para a produção de cerveja no momento”, disse.


A partir disso, o especialista começou a fabricar a própria cerveja, pois ele mesmo é entusiasta do assunto e possui conhecimento técnico sobre a produção de cervejas. Dryja usou grãos embebidos para a elaboração do malte de trigo.


“Acabou sendo bastante específico, apenas um pouco diferente das cervejas contemporâneas que conhecemos. Leve em peso e cor e com sabor de trigo. Perfeito para o verão”, afirmou.