Cerveja com Glifosato

Cerveja com Glifosato – Imagem oindigenista.com


Esta semana a página no Facebook, Brasil sem Monsanto publicou uma atualização com um pedido de ajuda aos internautas, o pedido solicita que o leitor envie um e-mail para a Procuradora da República de Goiás, Mariane Guimarães de Mello Oliveira, solicitando à ela um pedido de fiscalização por algum órgão público como a ANVISA ou Fiocruz, para avaliar a quantidade de resíduo do componente glifosato existe nas principais cervejas do país. Junto ao pedido, veio a seguinte explicação:

“Foram achados resíduos de glifosato nas 14 principais marcas de cervejas da Alemanha este mês. [1.2,3] Se há resíduos do agrotóxico glifosato nas cervejas alemães, imagine no Brasil. A Organização Mundial da Saúde classifica o glifosato como provavelmente cancerígeno para humanos. [4,5,6] O principal fabricante desse agrotóxico é a Monsanto, através do seu produto Roundup. O nível máximo registrado, de 29,4 microgramas por litro, está cerca de 300 vezes acima do limite legal para a água potável na Alemanha. [3] A Procurado Mariane Guimarães está atualmente investigando irregularidades de diversas marcas brasileiras de cervejas que não informam no rótulo do produto se a cevada foi substituída por outro cereal e em que quantidade. [9] No Brasil, é permitido que as cervejarias substituam até 45% do malte de cevada por outros cereais como milho ou arroz. Quanto menos cevada, porém, menos pura é considerada a cerveja. Para baratear custos, muitas fabricantes optam pelo milho transgênico (geneticamente modificado). [9] No entanto, se a embalagem não informar qual o cereal substituto e a porcentagem usada, o consumidor pode ser induzido ao erro, segundo a Procuradora da República Mariane Guimarães de Mello Oliveira. [9] “O consumidor tem direito à informação clara a respeito do produto que está consumindo, principalmente devido aos eventuais riscos à saúde do consumo de milho transgênico, além de eventuais alergias a determinados produtos presentes nas fórmulas”, diz. [9] No artigo abaixo, eles mencionam a opinião da BfR. A BfR é uma das agências alemães que avalia agrotóxicos naquele país. Eu pessoalmente não confiaria neles quando eles dizem que, “ A quantidade achado é muito pequena pra prejudicar a saúde”. A BfR é aparelhada pela indústria, não tem muita credibilidade na europa e eles nem sequer avaliaram os estudos toxicológicos do glifosato. Em vez disso, eles se basearam num resumo dado pelo grupo privado Força Tarefa Glifosato (Glyphosate Task Force). Essa “ Força Tarefa Glifosato” é formado por Monsanto, Syngenta, DOW e outras empresas químicas da Europa. Enfim, quase todas as avaliações toxicológicas vieram desse grupo de empresas de agrotóxicos. [7,8] Instituto detecta glifosato na cerveja alemã Lúpulo, malte, fermento, água – e glifosato: justamente nos 500 anos da Lei de Pureza, testes identificam a presença do herbicida na bebida mais famosa da Alemanha. Lúpulo, malte, fermento e água são os quatro ingredientes permitidos na cerveja alemã, segundo a famosa Lei de Pureza da Baviera, datada de 23 de abril de 1516. O Instituto Ambiental de Munique anunciou nesta quinta-feira (25/02) que encontrou um quinto ingrediente: o glifosato, o herbicida mais usado no mundo e amplamente difundido também no Brasil, principalmente em lavouras de soja. Segundo o instituto, testes em amostras de 14 das cervejas mais populares do país constataram, em todos os casos, traços do herbicida. A quantidade varia de 0,46 a 29,74 microgramas por litro. Não há um limite legal para a presença de glifosato na popular bebida, mas o instituto afirma que a quantidade máxima de herbicidas permitida na água potável é de 0,1 micrograma por litro. O Instituto Federal Alemão de Avaliação de Riscos (BfR), órgão responsável por examinar potenciais ameaças à saúde pública, afirmou que a presença de glifosato na cerveja é esperada devido à aplicação nas lavouras e que os níveis detectados não representam riscos à saúde humana, segundo o que se sabe até o momento sobre o herbicida. Sobre a quantidade detectada pelo instituto de Munique, no caso mais extremo de cerca de 30 microgramas por litro, o BfR declarou que seria necessário consumir mil litros de cerveja por dia para que o produto oferecesse riscos à saúde de um adulto. “Eu ainda não vi ninguém na Baviera que beba mil litros. E se alguém beber tudo isso, a morte não vai chegar por causa do herbicida, mas por outros motivos que você e eu podemos imaginar”, afirmou o ministro alemão da Alimentação, Christian Schmidt, à emissora N-TV. “Em termos absolutos, a quantidade é pequena”, afirma a instituição. “Mas, para substâncias carcinogênicas e que afetam os hormônios, não há limite inferior de segurança.” Para os ambientalistas, o glifosato provavelmente chega até a cerveja pelo trigo ou pela cevada, já que nas lavouras convencionais o herbicida é amplamente usado. A instituição pediu às cervejarias que realizem testes nos ingredientes que utilizam. A Associação dos Agricultores da Alemanha (DBV) afirmou que cerca da metade da cevada consumida no país é importada de locais onde as exigências para a aplicação de glifosato são menos rígidas. Na Alemanha, o produto não é aprovado para o uso antes da colheita. No caso do lúpulo, o herbicida não é utilizado, afirmou o DBV. A Associação Alemã dos Fabricantes de Cerveja rebateu as críticas do instituto ao controle de qualidade das matérias-primas, afirmando que elas são “absurdas e totalmente infundadas”. O glifosato é o herbicida mais utilizado em todo o mundo. Na Alemanha, ele é aplicado em cerca de 40% das terras usadas na agricultura. Críticos afirmam que ele é cancerígeno, mas a empresa americana Monsanto, fabricante do produto, afirma que nenhum teste comprovou a periculosidade do herbicida. A lista das cervejas avaliadas: Krombacher Pils (2,99 microgramas (μg) por litro) Oettinger Pils (3,86 μg/l) Bitburger Pils (0,55 μg/l) Veltins Pilsener (5,78 μg/l) Beck’s Pils (0,50 μg/l) Paulaner Weissbier (0,66 μg/l) Warsteiner Pils (20,73 μg/l) Hasseröder Pils (29,74 μg/l) Radeberger Pilsner (12,01 μg/l) Erdinger Weissbier (2,92 μg/l) Augustiner Helles (0,46 μg/l) Franziskaner Weissbier (0,49 μg/l) König Pilsener (3,35 μg/l) Jever Pils (23,04 μg/l) Referências: 1) Instituto detecta glifosato na cerveja alemã 2) German Beer Industry in Shock over Glyphosate Contamination 3) Instituto de Munique identifica herbicida em 14 marcas de cerveja alemãs 4)Ação da Monsanto cai em NY após agência da OMS alertar sobre glifosato 5) OMS classifica cinco pesticidas como cancerígenos prováveis 6) MPF/DF reforça pedido para que glifosato seja banido do mercado nacional 7) Scandal of Glyphosate Re-assessment in Europe 8) The Glyphosate Saga & “independent scientific advice”, according to Germany, the UK & France 9) MP investiga se cervejas trocam cevada por milho sem avisar na embalagem

Publicação original: Brasil sem Monsanto

Para os interessados em ajudar na causa, enviando um e-mail para a Procuradora, este é o contato de e-mail dela: marianemello@mpf.mp.br .

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