• Maria da Hora

Estilo brasileiro: Catharina Sour

História da cerveja no Brasil


O Brasil infelizmente não é considerado a quinta escola cervejeira, mas acredita-se que, falta muito pouco para essa conquista, porém a história do nosso país com a cerveja é bem antiga, iniciando em 1637 passando por altos e baixos até chegar em 2000 onde realmente começa a ter mais visibilidade e força.


Brasil Colônia, ano de 1637 - Maurício de Nassau chega ao Brasil com uma expedição holandesa a serviço da Companhia das Índias Orientais e desembarca no Nordeste, onde sua comitiva trazia cientistas e artistas, que abriam diversos empreendimentos na região de Pernambuco, entre elas a primeira cervejaria do Brasil.


Não demorou muito e os holandeses deixaram o Brasil, em 1654, e com eles foram todos os equipamentos das cervejarias, inclusive as receitas, fazendo com que a bebida ficasse apagada da história por 150 anos, retornando em 1808 com a fuga da Família Real portuguesa para o Brasil, e assim as cervejas inglesas começaram a ser importadas para o país, visto que Portugal e Inglaterra eram aliados.


A retomada oficial da fabricação de cerveja no Brasil foi registrada em 1830, com pequenas produções para consumo próprio dos imigrantes ingleses e alemães e com isso começaram a produzir um estilo que não tem uma definição concreta, mas o que se sabe é que, adjuntos como o arroz, milho e o trigo, lembrando que, nessa época era difícil conseguir importar o malte de cevada.


Em 1853 a primeira cervejaria (Bohemia) é fundada em território brasileiro pelo alemão Henrique Kremer, que segue até hoje em plena atividade, com sua sede em Petrópolis, na serra do Rio de Janeiro.


De 1888 até 2000 o cenário cervejeiro foi aumentando cada vez mais, tendo uma pequena freada em 1900 devido à Guerra Mundial, que causou uma escassez de matéria-prima produzida no Velho Mundo, porém em 1966 no pós-guerra a bebida volta ganhando novas formas, passando por 1967 com a inovação, 1980 com novas cervejarias, 1995 o nascimento das microcervejarias, 1999 a fusão das cervejarias Antarctica e Brahma que se uniram para criar a AmBev e meados de 2000 o movimento das cervejarias e microcervejarias, que ganharam força e se consolidaram no mercado amplo que temos hoje.



História do estilo brasileiro


A história da Catharina Sour começou em 2015, no Estado de Santa Catarina, entre os produtores caseiros que decidiram produzir algo em comum e em 2016 começou a expandir por meio da Associação Catarinense das Cervejas Artesanais (Acasc), devido a organização de um workshop que contou com a participação de mais de 20 cervejarias e devido a isso passaram a produzir a Catharina Sour profissionalmente.


Diversas cervejarias do Estado abraçaram a ideia e intensificaram o lançamento do estilo, tanto que, a Cervejaria Blumenau e o The Liffey Brewpub batizaram a primeira cerveja com o nome de Catharina Sour: a Coroa Real, uma colaborativa com adição de abacaxi e hortelã.


Em março de 2018, durante o Festival Brasileiro da Cerveja, em Blumenau, ainda não era consenso entre os cervejeiros nacionais que esse estilo seria o primeiro brasileiro, porque faltava o reconhecimento por parte da comunidade internacional, críticos e especialistas de associações de cervejas mundiais, mas em 04 de junho de 2018 houve a inclusão do estilo no Beer Judge Certification Program (BJCP) e com isso deu uma pacificada no assunto.


Esse tipo de cerveja é semelhante ao estilo Berliner Weiss, é feita com trigo, porém é leve e refrescante, com perfil ácido, tem o teor alcoólico moderado e com o foco nas diversas frutas, como por exemplo: maracujá, cupuaçu, amora, jabuticaba, uva goethe, uva bordô, entre tantas outras frutas cítricas.






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