Fábrica de cerveja de 4,5 mil anos é encontrada no Egito

Um grupo de arqueólogos descobriu duas casas antigas perto das pirâmides de Gizé, no Egito. As estruturas podem ter sido utilizadas para a produção de alimentos e cerveja há mais de 4.500 anos.


Sábios e pioneiros em tanta coisa, os antigos egípcios eram grandes engenheiros e sabiam o que era preciso para realizar as suas impressionantes construções – sabiam, inclusive, o que era necessário para manter bem e produtivos os milhares de trabalhadores que as colocavam de pé.


Para levantar as pirâmides, os trabalhadores precisavam também, além de alimentos e mantimentos em geral, de cerveja. Na construção da pirâmide de Miquerinos – uma das três pirâmides de Gizé em homenagem ao faraó Menkaure -, havia entre as instalações da obra uma fábrica de cerveja.


Entre a estruturas, que datam de 2490 a.C a 2472 a.C, foi descoberta uma instalação que funcionava como uma espécie de sede, onde sacerdotes e altos funcionários do governo coordenavam a fabricação de pães e cerveja, na mesma época da construção da pirâmide.


A descoberta foi confirmada através das ferramentas encontradas no local. As instalações fazem parte de um grande complexo que servia como um porto, localizado ao pé do rio Nilo, por onde chegavam os mantimentos.


Na segunda casa descoberta funcionava uma sala destinada especialmente para a contenção e o abate de animais. Para alimentar os trabalhadores e manter a monumental construção em funcionamento, era fundamental a existência de um porto.


A cerveja, no entanto, era fabricada no próprio local, sendo oferecida como parte fundamental do cardápio dos trabalhadores, na sua maioria escravizados, que colocaram as pirâmides de pé.


Ambas as casas encontradas estão localizadas no que Mark Lehner, diretor Associação de Pesquisa do Egito Antigo, acredita ser “basicamente o porto nacional de seu tempo“, onde mercadorias e materiais chegavam provenientes de todo o Egito e do leste do Mediterrâneo.


Segundo o investigador, estas estruturas faziam parte das chamadas “galerias“, que podem ter alojado uma força paramilitar em Gizé. Lehner disse que estes espaços podiam abrigar cerca de mil pessoas e, qualquer alimento produzido perto das duas casas, era provavelmente destinado aos moradores das galerias. Podendo, no entanto, parte dele ser também destinado aos trabalhadores.


Os arqueólogos já tinham encontrado outras residências junto a este porto, incluindo uma casa com 21 cômodos, que era utilizada por escribas que trabalhavam lá.


Fonte: Revista Galileu

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