Heineken vai subir preço da cerveja em 5% no Brasil por pressão da matriz

Por pressão da matriz holandesa, a cervejaria no Brasil vai aumentar o preço da principal bebida em circulação no mercado em 5%, em média.


Segundo a coluna “Radar Econômico”, da revista “Veja”, nem mesmo o aumento do consumo de bebidas alcoólicas durante a pandemia do coronavírus (Covid-19) freou o reajuste. A Heineken N.V. registrou resultados ruins no segundo trimestre, o que elevou a pressão sobre principais mercados da empresa, que precisaram responder rapidamente com elevação do preço dos produtos.


A partir desta terça-feira (1º), a cervejaria venderá a Heineken com reajuste de 5% em média. Caberá a distribuidores e vendedores do produto decidir se repassarão o aumento ao consumidor final.


Em nota, a Heineken informou que o ajuste se dá por outros fatores, como o preço dos insumos e diferença cambial, não por pressão da holding. Confira o comunicado em sua totalidade.


"O Grupo HEINEKEN no Brasil confirma que implementará, a partir de setembro, uma nova tabela de preços para alguns de seus produtos. A iniciativa é local e não está relacionada aos resultados globais da Companhia. O reajuste de preços está relacionado à dinâmica natural do mercado brasileiro e à necessidade de compensar o impacto da valorização do dólar, uma vez que grande parte dos insumos envolvidos na produção das cervejas, incluindo, principalmente, o malte e materiais de embalagens, é importada. A Companhia reforça que essa é uma decisão habitual de negócios e que a atualização de preços é realizada anualmente, sempre respeitando nosso compromisso de transparência com o mercado, clientes e consumidores".

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